O que importa é vencer

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Quando o Bahia estava na fase de jogar bem a maioria de seus jogos e não vencer, o ídolo Beijoca foi chamado para dar uma palestra no Fazendão e declarou aos jogadores do tricolor: “Agora vamos jogar feio e vamos ganhar”. E o conselho está sendo seguido à risca.

Contra o Atlético Goianiense, mais uma vez o tricolor não jogou bem. Marcos ficou devendo na lateral-direita, Ávine está longe de ser o mesmo do ano passado, Ricardinho precisa de um companheiro na armação de jogadas e o time tem de aprender a trocar passes. A quantidade de erros é impressionante.

Mas, mesmo com todos estes problemas, o tricolor foi eficiente. Um gol em cada tempo e, no intervalo entre eles, um futebol de preocupar o torcedor. As vaias em Pituaçu quando o jogo estava 1 a 1 não foram por acaso.

O triunfo em casa – segundo consecutivo na Série A – ao menos dá mais tranquilidade para René Simões. Enquanto o time não engrenar uma sequência de bons resultados, o treinador vai viver com a ameaça da demissão.

Jogando bem ou mal, o risco do rebaixamento também diminuiu. O tricolor abriu cinco pontos para o primeiro clube da zona maldita e, nesse momento, o que mais importa não é fazer grandes exibições. A torcida está mesmo interessada em ver o time subindo cada vez mais na tabela de classificação.

Colombiano no Peru

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Tressor Moreno foi descartado pela diretoria do Bahia, colocado à disposição para outras equipes, mas não foi negociado. Testado apenas durante o Campeonato Baiano, o meia foi reprovado pelos treinadores por ser considerado lento, apesar da qualidade indiscutível do passe.

Sem encontrar uma equipe, Tressor foi mantido no elenco e vem treinando, apesar de René Simões insistir em não escalá-lo como meia nem nos coletivos. Mas, os dias do colombiano no Fazendão podem estar mesmo chegando ao fim.

Mesmo sem espaço no tricolor, Tressor Moreno despertou o interesse de um clube peruano. Como não vem sendo aproveitado por René Simões e já foi descartado pelo presidente Marcelo Guimarães Filho, o Bahia não deve criar dificuldades para liberar o meia.

Assim, o colombiano pode deixar o clube sem ter disputado uma partida sequer do Campeonato Brasileiro. Apesar a qualidade técnica, René Simões utilizou a “falta de mobilidade” de Tressor Moreno para não utilizá-lo.

O colombiano foi apenas para o banco de reservas na partida contra o Corinthians, em Pituaçu. Além disto, não teve outra oportunidade real para mostrar se deveria ou não ser mantido no elenco do Bahia até o final da temporada.

Sinceridade

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A postura do técnico René Simões depois da vitória sobre o Figueirense foi a melhor possível. O treinador do Bahia não se deixou levar pelo primeiro triunfo dentro de casa na Série A e chegou no vestiário diminuindo a euforia dos jogadores.

René tem consciência de que o time não repetiu o desempenho das partidas que deixaram o torcedor esperançoso. Contra o Figueirense, o Bahia voltou a ficar preso na marcação e teve dificuldades para furar o bloqueio adversário.

Em suma, o tricolor enfrentou em casa o que está acostumado a fazer quando joga longe de Salvador. A diferença foi que, em determinado momento da partida, o Figueirense se aproveitou do nervosismo do Bahia e passou a pressionar com facilidade.

No fim, a esperada vitória aconteceu e o nervosismo pelos primeiros três pontos em Pituaçu pode ser deixado de lado. Agora, como os jogadores vinham prometendo, tudo pode ficar mais fácil para a equipe.

A pressão diminui, mas a situação do time na tabela de classificação ainda é preocupante. São quatro pontos de diferença para a zona de rebaixamento, sendo que o Santos tem três jogos a menos. Como disse René Simões, nada mudou.

Mal explicado

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O imbróglio envolvendo o atacante Fábio Santos, o Vitória e o Avaí ainda está muito mal explicado. A versão da diretoria rubro-negra é de que o clube catarinense cobra uma dívida de 2005 para liberar a contratação. Mas, faltam explicações.

Segundo Beto Silveira, o clube deu quatro cheques de R$ 45 mil pela contratação do zagueiro Jardel e somente um dos cheques foi quitado. Agora, o Avaí cobra R$ 300 mil da diretoria rubro-negra para liberar o atacante.

Por que essa dívida não foi paga na época da negociação? Como esses cheques foram esquecidos por tanto tempo pelos dois clubes? Como a negociação foi toda realizada e, somente depois do jogador em Salvador, o Avaí lembrou da dívida e resolveu cobrar os cheques devidos?

São perguntas que devem ser respondidas por quem está e por quem passou pelo Vitória. Enquanto isso, o caso Fábio Santos serve apenas para acrescentar mais uma mancha na história da atual diretoria rubro-negra.

 

Mais uma dupla

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O Bahia vai estrear, contra o Vasco da Gama, a 17ª dupla de ataque do time no ano. Souza e Reinaldo jogarão juntos pela primeira vez e terão como missão equilibrar um setor que ainda não engrenou na temporada.

No Brasileiro, o ataque tricolor marcou nove gols. Somente seis foram feitos por um daqueles que começou o jogo como titular no ataque. Muito pouco em 11 partidas.

Quem mais esteve presente nas variações feitas pelos diversos técnico da equipe na temporada por Souza. Ele esteve presente em oito das 16 duplas que atuaram até agora. Com a formação de hoje, vai para o nono companheiro diferente na temporada.

Como o Bahia ainda não encontrou aquele matador, Souza volta a ter uma chance na noite desta quinta-feira de assumir e fazer valer a função para qual foi contratado. Oportunidade e variação não lhe faltaram.

As duplas de ataque do Bahia no ano

Jael e Souza
Bruno Paulo e Jael
Pedro Beda e Souza
Jones e Rafael
Jones e Robert
Robert e Rafael
Robert e Souza
Zezinho e Rafael
Zezinho e Souza
Maranhão e Souza
Jones e Souza
Rafael e Souza
Jobson e Souza
Jobson e Junior
Gabriel e Junior
Lulinha e Junior

 

Mais uma vez o Náutico

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O Vitória, o Náutico e Ricardo Silva têm uma ligação estreita. Em pouco mais de um ano, o Vitória vai a Recife para enfrentar os pernambucanos com a pressão e obrigação do triunfo.

Na Copa do Brasil do ano passado, Ricardo Silva estava com os minutos contatos. Paulo César Carpegiani já tinha até passagem comprada para assumir o rubro-negro. Mas, um gol de Bida – de fora da área – salvou a pele do treinador, que chegou ao vice-campeonato da competição nacional.

Nesta terça-feira, a situação é semelhante. Ricardo Silva comandará o Vitória como interino. A diretoria não admite publicamente a possibilidade de efetivá-lo e ele sabe que, com o retorno a Salvador, deve voltar também a ser auxiliar.

A pressão pode não ser a mesma. Mas, a obrigação pelos três pontos continua. Resta saber se haverá, e quem será, um Bida no atual elenco rubro-negro para deixar Ricardo Silva bem na fita com a diretoria e a torcida do Vitória.

 

Incoerência

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A diretoria do Vitória mostrou neste domingo, com a demissão de Geninho, que não consegue realizar um mínimo de planejamento. Competências à parte, a queda do treinador foi um prato cheio de incoerência rubro-negra.

Geninho fez sua estreia no comando do Vitória na segunda rodada da Série B. De lá para cá, o treinador esteve à frente da equipe em 11 partidas. Foram quatro triunfos, dois empates e cinco derrotas.

Mas o problema da demissão não está nos números ou no desempenho. Afinal, desde que contratou o treinador, a direção do Vitória tinha o conhecimento de que ele já não era o mesmo de alguns anos atrás. Não mereceria, sequer, ter chegado na Toca do Leão.

O maior erro, neste caso, foi dar a liberdade para que Geninho indicasse e montasse o elenco com o qual gostaria de trabalhar e, com o processo praticamente na fase final, demitir o treinador.

Agora, o técnico que for contratado pelo Vitória, vai encontrar um elenco formado com os gostos e características de Geninho – que sequer teve tempo para desfrutar da qualificação do time.

E mais, o novo escolhido não terá muito tempo para se adaptar e adequar o time ao seu estilo. Será mais um a pagar pela incoerência da cúpula rubro-negra.